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Erros fazem parte da jornada do empreendedor, diz empresária

Ideia é que as falhas iniciais sirvam de base para construção do futuro caminho de sucesso da empresa

Thais Borges (thais.borges@redebahia.com.br)
Atualizado em 04/07/2017 13:25:44

Quer ser um empreendedor de sucesso? Pois, se há alguma certeza é que, no percurso, você vai cometer erros. E o ideal é que erre mesmo – e logo de cara. É isso que diz a empreendedora baiana Lorrana Scarpioni, 26 anos, que está na lista dos dez brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos, organizada pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês).

Lorrana Scarpioni participou de debate com Marcos Caetano (Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

Ela tem conhecimento de causa. Em 2012, a moça criou a Bliive, que é a maior rede de intercâmbio de tempo do mundo – da qual é CEO hoje. Com mais de 120 mil usuários, a Bliive funciona assim: você pode oferecer uma experiência (uma aula de ioga por uma hora, por exemplo) e recebe um “TimeMoney”, como pagamento. Com essa moeda digital, pode trocar por experiências oferecidas pelos outros membros da comunidade.

“A mentalidade empreendedora é saber que vai errar. A gente tem que errar e errar rápido, para ser inteligente. O quanto antes você erra, antes aprende que não é o caminho. Mas isso (o erro) é natural, porque você está fazendo algo que ninguém fez antes, que não existe”, afirmou a jovem, durante sua palestra no último seminário do Fórum Agenda Bahia, que aconteceu no auditório da Federação das Indústrias do Estado (Fieb), na manhã de ontem.

À primeira vista, Lorrana pode lembrar uma dessas histórias de sucesso que acontecem com alguém que parece ter nascido de cara para a lua e que, por isso mesmo, está distante da realidade da maioria.

Só que, na verdade, Lorrana – nascida em Salvador; moradora de Esplanada, no Nordeste do estado, até os 4 anos, e criada em Curitiba (PR) – pode ser a garota da casa ao lado. A diferença é que, hoje, a moça ostenta títulos como uma das cem mulheres mais inspiradoras de 2015, em uma lista da BBC, além de ter sido nomeada Global Agenda Council em Creative Economy e Global Shaper pelo Fórum Econômico Mundial - que significa, resumidamente, que ela é uma jovem com potencial para papéis de liderança.

Além disso, não dá para deixar que o “fracasso” passe a definir quem você - ou a empresa - é. “Uma coisa que errei (na Bliive) foi nas métricas. Você tem que ter métricas para tudo. Porque, se está fazendo algo diferente, e tem métrica, consegue ver o que está acontecendo de diferente.

O erro tem que ser parente da construção. Nenhum produto nunca começou do jeito que está (hoje)”, afirmou. Também não existe caminho que leva direto ao sucesso - como uma linha reta. “A jornada para o sucesso está mais para um emaranhado, onde você vai e volta, mas está caminhando para ele”.

E não vale desperdiçar nenhum conhecimento: a ideia para a Bliive veio de vídeos do TEDTalks, que são depoimentos de ideias ao redor do mundo, compartilhados na internet.

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