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Procuram-se profissionais com habilidade em resolver problemas

Responsáveis por 54% dos empregos do país, pequenos negócios investem na geração dos hiperconectados

Perla Ribeiro (perla.ribeiro@redebahia.com.br)
Atualizado em 04/07/2017 18:34:36

Se você está conectado, tem facilidade com a tecnologia da informação, sabe usar as redes sociais, tem inciativa e capacidade de resolver problemas, saiba que o mercado que gera mais empregos procura profissionais como você. Este é o perfil mais requisitado pelos donos de pequenos negócios, que respondem hoje por 54% dos postos de trabalho brasileiro e 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A maior parte dessas empresas tem base familiar, mas, de olho no futuro e nas mudanças que vêm ocorrendo nas relações do trabalho, passaram a se preocupar em melhor qualificar as pessoas que conduzem a linha de frente do negócio. “Cresce a demanda por capacitação. Também há uma crescente demanda por participação em exposições, feiras e seminários. Eles querem saber o que está acontecendo no setor, o que seu concorrente está fazendo”, explica Paulo Alvim, coordenador nacional do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro do Sebrae.

Debate sobre qualificação profissional no seminário 'O futuro do emprego' (Evandro Veiga)

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostram que entre os empreendedores que são empregadores e não possuem CNPJ, apenas 13,6% têm 15 anos ou mais de escolaridade, contra 32,6% dos que possuem CNPJ. “A educação do empreendedor é fundamental.

Uma pesquisa realizada no México, na tentativa de formalizar microempreendedores informais, só deu certo entre os microempreendedores que tinham nível de escolaridade. Quem tinha pouca escolaridade não queria formalizar o negócio porque não via nenhum benefício”, informa o pesquisador Ibre, Fernando Veloso.

Outro aspecto que vem mudando, segundo Paulo Alvim, é que também já é constatada entre os pequenos empreendedores a necessidade de reter pessoas consideradas importantes para a empresa, as que são consideradas grandes talentos.

“Eles também já usam a internet e as redes sociais para dar visibilidade ao negócio, para se relacionar com sua clientela e há um crescente uso do comércio eletrônico. O comércio eletrônico ainda é um grande desafio”, avalia.

Compartilhamento

Para os pequenos empreendedores, a economia de compartilhamento vem potencializar os negócios e se somar a dois movimentos importantes para a categoria: a economia de proximidade e a economia da experiência. 

“As tecnologias de informação contribuíram muito para reduzir distâncias, trazer informação e conhecimento”, explica Alvim.

Trabalho em equipe

Não é de hoje que os Estados Unidos saem na frente na corrida por boas iniciativas de empreendedores. Para o cônsul geral dos EUA no Rio de Janeiro, James Story, o país tema obrigação de trabalhar como Brasil para promover mais inovação. “Nossos governos precisam trabalhar em parceria como setor privado para estimular o potencial que vem existindo”.

Até o fim do ano, os EUA vão levar 100 brasileiros para cursos sobre empreendedorismo no país. Para o presidente da Rede Bahia, Antonio Carlos Júnior, as leis trabalhistas brasileiras são entraves ao desenvolvimento e estão longe de abarcar as complexidades das atuais relações do trabalho.

“Para a economia brasileira ser competitiva, são fundamentais a modernização das leis trabalhistas, marcos regulatórios, investimentos em educação e inovação”, defendeu Júnior.

O vice-presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Alexi Portela, comparou o Brasil e os EUA, mostrando a diferença na produtividade americana. E defendeu reforma tributária. “O ganho de produtividade não se reverte para o trabalhador por conta de tantos tributos”, disse.

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