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Tarifação dinâmica pode influenciar no aumento de lucratividade

Empresas e empreendedores usam novas tecnologias para promover ajustes automáticos em produtos e ofertas de acordo com a demanda

Thais Bortes (thais.borges@redebahia.com.br)
Atualizado em 04/07/2017 16:04:19

Uma das possibilidades que as tecnologias trazem para os empreendedores e para as empresas é a chamada precificação dinâmica. Na prática, ela significa o ajuste automático de produtos e ofertas disponíveis em um portal ou loja eletrônica a partir das condições do ambiente – quantos consumidores disponíveis e o perfil de compra deles, identificado através do cruzamento de dados pelo comportamento na internet.

É como se a pesquisa de preço de passagens aéreas fosse ampliada para vários aspectos da vida das pessoas. “Hoje, nós vemos o preço dos voos mudando muitas vezes por dia e monitoramos isso até decidirmos comprar”, explica o professor Naeem Zafar.

Inovação: Carro desenvolvimento pela gigante Google não precisa de motorista (Divulgação)

Pois, empresas inteligentes têm se apropriado disso. Foi o caso do Giants, um time de beiseball de São Francisco. Primeiro, eles perceberam que alguns jogos de sua equipe tinham o estádio lotado, enquanto outros não. Em média, a ocupação dos assentos ficava em torno de 52%.

“Eles decidiram mudar para a precificação dinâmica, então o custo do ingresso pode aumentar se eles estiverem jogando com grande equipe ou pode diminuir se o jogo for contra time que não está jogando bem ou se o tempo não estiver bom”.

Resultado? Mais de 5 mil preços calculados por minuto e ocupação de 98%. Isso pode aumentar a lucratividade das empresas em qualquer área. “Imagine quando for uma máquina para comprar Coca Cola. Uma latinha custa R$ 5, por exemplo. Mas, se lá fora está fazendo 40°C e a máquina só tem cinco latinhas, o preço pode aumentar dinamicamente para R$ 20. Vai te deixar zangado, mas vai acontecer”, brinca.

Futuro tecnológico

*Estacionamento - Cidades inteligentes vão começar a implementar sensores que indiquem se há vaga em determinados estacionamentos, reduzindo custos e tempo.

*Saúde Digital - Com a Internet das Coisas, vai ser possível monitorar a saúde de pacientes por meio de câmeras em pílulas. “Quando ela entra em seu sistema, coleta dados e envia ao seu médico pelo smartphone. Muito mais fácil do que uma pessoa abrir você para olhar dentro”, diz o professor Naeem Zafar.

*Voz no Comando - Os equipamentos que funcionam com ativadores de voz só vão aumentar. Vai ser possível perguntar a um assistente eletrônico com quem você não tem falado e, a partir disso, fazer uma ligação para a pessoa. “Além disso, a Microsoft acabou de introduzir um serviço de tradução em tempo real”, completa Zafar.

*Sensores nas Casas - Dispositivos vão conversar com outros dispositivos. “Nossa casa será automatizada e teremos distribuição de energia com uma rede inteligente”.

*Todas as Respostas - Plataformas como o site Quora permitem que pessoas façam perguntas e gente de toda parte do mundo responda. Com isso, é possível reduzir custos de serviços de atendimento ao cliente.

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