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Darino Sena

Darino Sena: Acabaram os Ba-Vis. E agora?

Darino Sena
Atualizado em 09/05/2017 07:04:22

Vitória bicampeão baiano e Bahia classificado pra final da Copa do Nordeste. Mas, além dos resultados, pra que serviu a sequência de Ba-Vis desse ano?

Pra evidenciar que o rubro-negro precisa de mais organização em campo. Apesar da reação dos jogadores em solidariedade a Argel Fucks após o título, os clássicos mostraram a necessidade da mudança de comando. A demissão de Argel, mesmo às vésperas da final, foi correta. A inconsistência tática foi a marca do rubro-negro nos clássicos, mesmo nas vitórias.

Os Ba-Vis também deixaram claras as principais fragilidades do elenco rubro-negro. A lateral esquerda é um problema crônico, que as peças disponíveis – Euller e Geferson – não mostraram capacidade de resolver. O Vitória também precisa de mais criatividade. O meio de campo passou longe do protagonismo. O rubro-negro dependeu demais da bola parada e dos cruzamentos na área pra fazer seus gols contra o maior rival. Além de repor a acertada dispensa de Dátolo, o Vitória precisa de mais jogadores criativos na meiuca. E Cleiton Xavier precisa estrear. Cadê o futebol que o levou pra Seleção?

A sequência de clássicos também mostrou os pontos fortes do time. Fernando Miguel, Patric, Kanu, Willian Farias e, principalmente, o garoto David, foram os destaques. Coletivamente, pontos pra bola parada.

No Bahia, os clássicos escancararam as fragilidades do elenco. Domingo, no segundo tempo, quando o empate sentenciava a perda da taça, Guto Ferreira precisava de um jogador pra mudar a história do jogo. Colocou Gustavo e Diego Rosa e... o tricolor foi vice. Aliás, cadê Maikon Leite? Foi contratado pra que, mesmo? Se os clássicos fortaleceram o time titular, também mostraram que o Bahia não tem banco de reservas.

Guto mostrou capacidade de organizar a equipe até nos momentos mais complicados - os longos períodos com um jogador a menos -, mas faltou gente pra dividir a responsabilidade de decidir com Allione e Régis. Nos momentos menos inspirados de seus dois principais jogadores, o Bahia sofreu.

O técnico também conseguiu fortalecer algumas de suas convicções, como a opção por Renê Júnior em vez de Juninho. Nas laterais, Eduardo foi muito bem e Armero não comprometeu. No gol, Jean segue uma incógnita. Melhor do Bahia em campo no domingo, mostrou desconcentração e falhas nos outros clássicos. Difícil de confiar. A equipe precisa de um goleiro mais rodado ao menos pra fazer-lhe sombra. No ataque, pelas boas chances que desperdiçou, Edigar Junio não tem condições de ser o centroavante na Série A.

As necessidades de Bahia e Vitória pra fazer uma Série A digna estão aí, escancaradas pelos cinco clássicos. Só não viu quem não quis. Ou quer se enganar. Resta agir... ou cair.

Wesley Carvalho 

Há dois anos, ele herdou de seus antecessores, Ricardo Drubsky e Claudinei Oliveira, um time desorganizado. Em pouco tempo, fez mudanças fundamentais pra dar ao Vitória um padrão que seria mantido pelo sucessor, Vágner Mancini. No fim do ano, o acesso. Dessa vez, Wesley não teve tempo de alterar quase nada. Mas a mudança de atitude do Vitória do primeiro pro segundo tempo no jogo de ida, na Fonte Nova, certamente teve algo a ver com o que o treinador fez e disse no vestiário. O time que podia ter sido goleado voltou pra dominar a partida. Wesley, de novo, fez parte de uma virada rubro-negra.

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