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Darino Sena

Darino Sena: O Vitória mostrou uma postura diferente

Darino Sena (darino.sena@gmail.com)
Atualizado em 13/06/2017 12:52:28

O Vitória não teve nenhuma mudança tática significativa em sua primeira vitória no Brasileirão, domingo, contra o Atlético-MG - 2x0.

Nem dava pra cobrar isso do técnico Alexandre Gallo, há pouco mais de uma semana no cargo. O que se viu de diferente no Manoel Barradas foi a atitude de certos jogadores. Parece que finalmente eles se incomodaram com o início ridículo de campeonato - quatro derrotas e um empate nos cinco primeiros jogos. 

Os seis mil e poucos torcedores presentes ao estádio não viram um time mais organizado, consistente defensivamente ou com um toque de bola envolvente. Nada disso. 

As deficiências que todo mundo conhece, heranças da passagem de Argel Fucks, ainda estavam lá. Falhas como o erro de passe que deixou Fred de cara pra Fernando Miguel; ou os buracos na defesa que permitiram outra grande oportunidade pra Valdívia, na marca do pênalti. Para sorte rubro-negra, tanto o atacante quanto o meia do Galo falharam nas conclusões. 

Mas, se faltou evolução coletiva - uma evidência disso é que a maioria das jogadas de ataque saíram de cruzamentos pra área e não em troca de passes -, individualmente o comportamento do Vitória foi outro.

Quem foi ao Barradão viu uma equipe mais concentrada e dedicada em campo. Parece que os jogadores enfim acordaram e chamaram a responsabilidade de tentar dar um basta na crise para eles. 

O fato do Atlético-MG estar bastante desfalcado e vir em má fase não diminui em nada os méritos dos jogadores do Vitória, que entraram em campo determinados a resolver e conseguiram, ao menos domingo. 

A postura de Gabriel Xavier, por exemplo, que jogou como meia central, foi completamente diferente do antigo dono da posição, Cleiton Xavier, até então, um símbolo da letargia e passividade desse elenco. Mas, em vez da sonolência do antecessor, Gabriel partiu pra cima da marcação, driblou e deu opção de passe para os pontas. Teve a atitude que se espera de alguém que jogue por ali. Já não era sem tempo.

O novato Neilton foi buscar a bola nos pés dos volantes para sair jogando, iniciou contra-ataque com banho de cuia e resolveu a partida numa grande jogada pessoal. O ex-são-paulino passou por três, invadiu a área e fez um golaço, o segundo, num chute com efeito, indefensável pro goleiro Victor. Um belo cartão de visitas de Neilton em seu primeiro jogo diante do torcedor rubro-negro. 

Esse lance do gol mostra que a vinda de Neilton representa um ganho para o elenco rubro-negro - o ponta que joga em diagonal, em direção ao gol, e não apenas para buscar a jogada de linha de fundo.

O primeiro gol do Vitória também já tinha saído de uma jogada individual - a investida de Kieza pra cima do zagueiro equatoriano Erazo que acabou em pênalti, convertido pelo próprio centroavante.

É claro que vontade apenas não ganha jogo e que só ela não será suficiente para manter o rubro-negro na elite do Campeonato Brasileiro. Mas essa resposta dos jogadores é fundamental para o início de uma reação. Domingo, a passividade deu lugar a comprometimento. Já é um começo.


BAHIA

Ano passado o maior problema do Bahia na Série B eram os jogos fora de casa. Este ano, o calo segue o mesmo. O maior desafio de Jorginho é encontrar uma estratégia pro time não ser perigoso e competitivo apenas na Fonte Nova.

Darino Sena é jornalista e escreve às terças-feiras.

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