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Darino Sena

Darino Sena: Só chiar não vai resolver o problema

Darino Sena

O Bahia tem razão em reclamar da arbitragem no Campeonato Brasileiro. Na segunda rodada, contra o Vasco, em São Januário, o jogo ainda estava 0x0 quando o volante Jean errou um domínio, perdeu a bola pra Gustavo e fez falta no atacante do Bahia. Não fosse derrubado, Gustavo ia ficar cara a cara com o goleiro Martín Silva. Segundo determinação da Fifa, por ter evitado uma chance clara e manifesta de gol, Jean deveria ter sido expulso. Levou só o amarelo do árbitro paulista Leandro Brizzio Marinho. O Bahia perdeu por 2x1.

 

Na sétima rodada, contra o Coritiba, no Couto Pereira, o atacante Kleber deu cotovelada em Zé Rafael e soco em Edson dentro da área do Bahia – pênalti não marcado. Kleber permaneceu em campo e revidou uma cusparada de Edson. Ambos foram corretamente expulsos, mas pelos acontecimentos prévios, o atacante do Coxa já devia ter sido mandado para os vestiários antes, não fosse a conivência do árbitro mato-grossense Wagner Reway. O jogo acabou em empate sem gols.

 

Contra o Palmeiras, domingo, em disputa dentro da área, Rodrigo Becão deu um carrinho pelo lado e tocou a bola antes de se desequilibrar e cair junto com o atacante Keno. O árbitro Rodrigo Tolski Marques marcou pênalti, convertido por Roger Guedes. Foi o primeiro dos quatro gols do Palmeiras. O jogo acabou 4x2.

 

A cartolagem tricolor pode até creditar parte da culpa pelos pontos perdidos contra Vasco e Coritiba aos erros de arbitragem. O mesmo, porém, não pode ser feito pelo que aconteceu diante do Palmeiras. O Bahia foi muito inferior ao adversário. Segundo o próprio técnico Jorginho, mereceu perder. Em parte pelas ausências. Edson, Allione e Régis não jogaram. Eles formam a espinha dorsal do time.

 

Sem eles, o Bahia não conseguiu jogar da maneira que mais gosta na Fonte Nova – pressionando o adversário a partir de uma posse de bola eficiente. Uma coisa é ter a bola. E o Bahia até teve – posse de 56% contra 46% do Verdão. Outra coisa é transformar essa posse em oportunidades claras de gol e controle sobre o adversário. Quem entrou não deu conta de manter o padrão. Tem sido uma constante. Lucas Fonseca, substituído por Becão, também fez muita falta.

 

Os cartolas têm o direito e até a obrigação de bradar contra arbitragens ruins e prejudiciais ao clube. O que não podem é jogar toda a responsabilidade pela má fase e se esconder atrás disso. As deficiências do elenco ficam cada vez mais escancaradas rodada a rodada. Só chiar contra os homens de preto não vai resolver isso.

Vitória

 

Lá se vão seis meses de temporada e o Vitória ainda pena pra encontrar uma identidade dentro de campo. Talvez tenha começado a encontrá-la domingo, na Ilha do Retiro. Lá, o rubro-negro daqui jogou fechadinho, compactado, não permitiu espaços ao adversário e foi letal nos contra-ataques. Fez três gols e poderia ter feito mais. Foi a atuação mais consistente na temporada.

 

Pra uma equipe que tem dificuldade de se impor antes os adversários pela falta de criatividade no meio de campo, a maneira como atuou na Ilha pode ser o caminho pra recuperação no Brasileirão.

Evidência de uma organização maior, sobretudo pra se defender, foi o número de desarmes certos (quando a bola é roubada e a posse é mantida). Foram 17 contra o Sport. Nos três jogos anteriores fora de casa (Avaí, Fluminense e São Paulo), o número de desarmes certos somados deu 16.

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